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The Other Side Of Marly

The Other Side Of Marly

De boca calada (...)

O mais pode ser tanto!

Boca calada. O muito que é nada.

Somos nós que passamos pelo tempo?

Ou será o tempo que passa por nós?

Enfim, Ele passa.

De boca calada não sai fantochada. De boca calada ninguém sabe de nada!

Porque a vida é tão curta 

E o proveito tão pouco.

Boca calada!

Da curta vida, o muito proveito.

 

De boca calada há sempre um muito

Que aparenta nada.

E agora, já sentes o mar?

Sigo as ondas do mar sereno como se do teu passo se tratasse.

Vou caminhando pela areia e para trás deixo a marca da minha passagem.

Olho-te de longe, com vontade de te querer.

Páro. Olho em redor.

Só as minhas marcas são visíveis. 

É o sinal de que precisava para me lembrar de mim,

porque eu ainda existo.

Eu existo. Tu já não

O mar continua sereno. Eu recuei.

Foi ali que vi com olhos de ver. Olhei-o de frente. Eu estava ali.

E ali fiquei.

Já não era o teu passo que eu seguia,

Era o ondular sereno.

Apaziguei as mágoas e ali fiquei.

Os meus passos, as ondas do mar.

E acordei. Um acordar verdadeiro.

Bom dia! Tudo estava finalmente bem.

 

 

 

Ser igual a quê? A quem?

Não existem pessoas iguais, lugares iguais.

Não existe nada igual nesta vida.

Se as árvores não são iguais e eu não sou igual a ti, porque teima o destino em nos sinonimar?

Não há pessoas iguais.

Nem nada precisa fazer sentido.

Sê como as árvores.

 

Desabrocha flor

Ela sonhava ser alguém

Alguém aqui, alguém por ali.

Mas sonhava.

E o sonho crescia com ela.

Sabem quando chega a Primavera?

Quando os olhos dela sorriem e o sorriso é proporcional ao sonho.

Quem a poderá travar?

Sorri. Desabrocha flor.

O sonho cresce contigo.

Permite-te também sorrir.